Letra
Hoje eu escrevo Pra quem eu vou ser Na próxima volta Em outro amanhecer Levo na bagagem Meus vícios na mão Preguiça no ombro Orgulho no chão Inveja me sonda E eu finjo não ver Mas ela me encontra Sabe que vou ceder Se eu tropeço, eu volto Se eu caio, levanto Eu não nasci ontem Se sinto, eu canto Quero seguir menos tonto Sem fingir que sou santo Sem achar que estou pronto No tranco e no barranco Mando a quem virá Uma carta de promessa Mais que outra vida esperar Viver melhor logo nessa Que eu deixe algo vivo Aprender enquanto ensino Nem todo mundo é ruim Nem todo mundo é divino Tenho noites difíceis Passo dias no escuro Sem luz não me vejo Por desejo, até juro Mas ainda insisto Em mudar meu olhar Mesmo sendo difícil Não desistir sem tentar Se eu não virei flor Que eu seja semente Ser pão repartido Sabendo ser gente Se eu tropeço, eu volto Se eu caio, levanto Eu não nasci ontem Se sinto, eu canto Quero seguir menos tonto Sem fingir que sou santo Sem achar que estou pronto No tranco e no barranco Mando a quem virá Uma carta de promessa Mais que outra vida esperar Viver melhor logo nessa Que eu deixe algo vivo Aprender enquanto ensino Nem todo mundo é ruim Nem todo mundo é divino Eu sou meio medo Metade coragem Inteiro eu vou ser Seja cedo ou tarde Se eu não for todo certo E nem todo errado Mais que pela conquista Mas por ter tentado Se eu tropeço, eu volto Se eu caio, levanto Eu não nasci ontem Se sinto, eu canto Quero seguir menos tonto Sem fingir que sou santo Sem achar que estou pronto No tranco e no barranco Tem Um acima Que me vê por dentro Me enxerga sendo perfeito Sendo só questão de tempo
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