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Faixa 01

No tranco e no barranco

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Letra

Hoje eu escrevo
Pra quem eu vou ser
Na próxima volta
Em outro amanhecer
Levo na bagagem
Meus vícios na mão
Preguiça no ombro
Orgulho no chão
Inveja me sonda
E eu finjo não ver
Mas ela me encontra
Sabe que vou ceder

Se eu tropeço, eu volto
Se eu caio, levanto
Eu não nasci ontem
Se sinto, eu canto
Quero seguir menos tonto
Sem fingir que sou santo
Sem achar que estou pronto
No tranco e no barranco

Mando a quem virá
Uma carta de promessa
Mais que outra vida esperar
Viver melhor logo nessa
Que eu deixe algo vivo
Aprender enquanto ensino
Nem todo mundo é ruim
Nem todo mundo é divino

Tenho noites difíceis
Passo dias no escuro
Sem luz não me vejo
Por desejo, até juro
Mas ainda insisto
Em mudar meu olhar
Mesmo sendo difícil
Não desistir sem tentar
Se eu não virei flor
Que eu seja semente
Ser pão repartido
Sabendo ser gente

Se eu tropeço, eu volto
Se eu caio, levanto
Eu não nasci ontem
Se sinto, eu canto
Quero seguir menos tonto
Sem fingir que sou santo
Sem achar que estou pronto
No tranco e no barranco

Mando a quem virá
Uma carta de promessa
Mais que outra vida esperar
Viver melhor logo nessa
Que eu deixe algo vivo
Aprender enquanto ensino
Nem todo mundo é ruim
Nem todo mundo é divino

Eu sou meio medo
Metade coragem
Inteiro eu vou ser
Seja cedo ou tarde
Se eu não for todo certo
E nem todo errado
Mais que pela conquista
Mas por ter tentado

Se eu tropeço, eu volto
Se eu caio, levanto
Eu não nasci ontem
Se sinto, eu canto
Quero seguir menos tonto
Sem fingir que sou santo
Sem achar que estou pronto
No tranco e no barranco
Tem Um acima
Que me vê por dentro
Me enxerga sendo perfeito
Sendo só questão de tempo
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