Letra
A que ponto estamos chegando Parecendo uma zebra brigando Que se diz branca de listra preta Contra a preta listrada de branco Quem grita mais alto quer mandar no silêncio Quem aponta o dedo não se vê no espelho Quem diz ser remédio acaba sendo veneno Vê a listra no chão Que separa razão de fé Lê a listra na mão Que diz quem você é Sem fé e sem razão Troca as mãos pelos pés Cavalo pintado de tinta doada Pinta com o povo de barriga vazia Bode expiatório de alma gelada Enche o bucho de dinheiro e mentira Ah, ah, ah Ah, ah, ah Ah, ah, ah, ah, ah Quem grita mais alto quer mandar no silêncio Quem aponta o dedo não se vê no espelho Quem diz ser remédio acaba sendo veneno Vê a listra no chão Que separa razão de fé Lê a listra na mão Que diz quem você é Sem fé e sem razão Troca as mãos pelos pés Não é cor, é truque Não é lado, é teatro Quando a máscara cai Fica o rosto no retrato E o povo lá na frente Carregando a insensatez Enquanto os donos do palco Vendem dúvida outra vez Eh, eh, eh Eh, eh, eh Eu, eh, eh Quem grita mais alto quer mandar no silêncio Quem aponta o dedo não se vê no espelho Quem diz ser remédio acaba sendo veneno Vê a listra no chão Que separa razão de fé Lê a listra na mão Que diz quem você é Sem fé e sem razão Troca as mãos pelos pés
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